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16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher

12/12/2012

16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher Diretores e assessores do Siemaco participaram, na última segunda-feira (10) do seminário “CPMI de enfrentamento à violência contra a mulher e seus resultados”, realizado pelo Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centra is Sindicais, no auditório do Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo.

Além das representantes sindicais e dos movimentos sociais, marcaram presença no seminário a futura vice prefeita da cidade de São P aulo, Nádia Campeão e a Deputada Federal do PSB/SP, Keiko Ota.

Representando o presidente Ricardo Patah da UGT, Jo si de Camargo Souza, Secretária Adjunta de Formação Sindical, disse na abertura do seminário que os assuntos em prol das mulheres são questões prioritários em todas as disc ussões da UGT, que quer transversalizar todos os temas referentes às mulher es, defendendo as lutas igualitárias entre os homens e as mulheres do Brasil.

Nádia Campeão, afirmou que o próximo governo deve c riar 3 novas secretarias: Secretaria Municipal da Mulher, da Igualdade Racial e uma Cont roladoria Geral do Município que devem começar a funcionar já no primeiro dia de man dato.

Ela também garantiu que o novo governo dará prioridade a construção de creches mun icipais.

Com a palavra, Cassia Bufelli, Secretaria da Mulher da UGT,disse que o Seminário encerra os 16 dias de ativismo pelo fim de todo e qualquer tipo de violência, mas que a luta prossegue cotidianamente na pauta do Fórum e da UGT .

“Precisamos fazer o enfrentamento cotidianamente e lutar por políticas públicas, assim como batalhar pela nossa emancipação e pela nossa p articipação justa e igualitária”, finaliza Cassia.

A deputada Keiko Ota fez uma apresentação parcial d o relatório da CPMI, que só deve encerrar no final de março.

E disse que os trabalho s se norteiam sempre em três pontos principais: proteção, prevenção e punição.

“É entristecedor saber que o Brasil ocupa o 7º lug ar no ranking dos países em assassinato de mulheres dentro de casa.

Apesar de termos a Lei Maria da Penha, ainda há medo e insegurança por parte das mulheres em denunciar seu s agressores”, enfatiza a deputada Keiko.

O seminário encerra atividades da campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”, que acontece simultaneamente e m 164 países.

A data de início, 25 de outubro, foi escolhida por ser o Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres.

1º de dezembro também é considerado importante para o Fór um por ser o Dia Mundial da Luta contra a Aids.

E, a data de encerramento, 10 de dez embro, por marcar o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Panfletagem da Conscientização - O Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais, formado pela UGT, CGTB, CTB, Fo rça Sindical e NCST, realizou uma grande panfletagem em frente à estação Brás de trem, no largo da Concórdia, centro da capital paulista, às 6 horas do mesmo dia (10/12).

Por quase três horas, o grupo distribuiu 20 mil pan fletos para alertar a sociedade sobre a importância de se discutir a violência contra a mul her e também divulgar o disque denúncia, no número 180.

Dados da CPMI - O foco dos trabalhos na CPMI não é só acabar com as mortes, mas também com os abusos físicos, sexuais ou psicológic os sofridos pelas mulheres.

De acordo com o “Mapa da violência 2012: Homicídio de Mulheres no Brasil”, os números de homicídios continuam crescendo, mesmo com Lei Maria da Penha.

Em 2010 o Brasil voltou a alcançar seu patamar máximo, que foi de 4,6 mulhe res mortas por ano a cada grupo de 100 mil mulheres.

Outros aspectos importantes para o estudo são os fa tores que contribuem para a violência contra a mulher, sendo que os mais graves são: O ma chismo, que corresponde a 46%, e o alcoolismo que corresponde a 31% das causas que con tribuem para a violência, segundo Pesquisa do Instituto Avon/Ipsos percepções sobre a Violência Doméstica Contra a Mulher.

(Fonte: UGT)