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Mulheres do movimento sindical discutem reforma política

05/03/2012

Mulheres do movimento sindical discutem reforma política O Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais compareceu nesta sexta-feira, dia 2 de março, à Câmara Municipal e r ealizou o seminário Reforma Política, parte da sua agenda de eventos para o mês de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, e das celebrações pelos 80 anos do voto feminino no Brasil.

Vamos falar do PL da Igualdade e da Reforma Políti ca, projetos em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado que estamos discutindo há mais de dois anos, disse Raimunda Gomes, da Central de Trabalhadores e Traba lhadoras do Brasil.

Para ela, a participação inferior a 10% de mulheres no Legislat ivo federal não se deve ao desinteresse.

“Ainda é nova a democratização do processo.

Só de 1 996 para cá é que os partidos políticos foram obrigados a instituir quotas de mulheres nas candidaturas, mas a legislação não obriga o financiamento da campanha, e elas não são prioridade”, explicou, apontando que nenhum partido cumpriu essa obrigação nas últimas e leições.

Raimunda, que avalia o Parlamento nacional como “se xista”, defende que os partidos elaborem suas listas de candidaturas de maneira par itária, ou seja, com homens e mulheres em mesmo número e alternados.

A deputada federal Ja nete Pietá (PT-SP), que participou do seminário e é favorável ao PL da Igualdade, lemb rou que as mulheres são 52% da população brasileira.

“Muitas mulheres não participam (de eleições) por f alta de financiamento da campanha”, argumentou, citando mais um ponto do projeto em tra mitação no Congresso.

Fora isso, ela lembrou alguns avanços que as mulheres na política tiveram em 2009, como a destinação de 5% do fundo partidário a eventos que promovam a igualdade de gêneros.

O vereador Claudio Prado (PDT), que trouxe o seminá rio à Câmara Municipal, concorda que a situação das mulheres na política e no ambiente d e trabalho vem passando por mudanças positivas, porém reconhece que o machismo ainda é u m problema.

“Os homens não têm que consentir, mas participar desse debate para as mulheres galgarem em comum acordo.

A sociedade tem necessidade de uma representação re al”, concluiu.

O Siemaco também esteve presente, representado pela Secretaria da Mulher através da diretora Márcia Adão.

(Fonte: Câmara dos Vereadores SP)

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