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Homens perdem mais empregos que mulheres em meio à crise

07/07/2009



Homens perdem mais empregos que mulheres Homens perdem mais empregos que mulheres Homens perdem mais empregos que mulheres Homens perdem mais empregos que mulheres em meio à criseem meio à crise em meio à criseem meio à crise Pesquisa do governo mostra, porém, que mais mulheres se retiraram do mercado de trabalho desde outubro.

O mercado de trabalho brasileiro vem sentindo os ef eitos da crise financeira internacional desde outubro de 2008.

A t rajetória anterior, de crescimento do emprego, se reverteu em aumento d as taxas de desemprego.

Os homens perderam mais emprego do que as mulheres no setor formal.

Mais mulheres, no entanto , se retiraram do mercado de trabalho.

Na prática, a população econom icamente ativa se masculinizou, revertendo uma tendência de femini zação do mercado de trabalho.

As constatações estão no estudo A Crise Econômica I nternacional e os (Possíveis) Impactos sobre a Vida das Mulheres, lançado nesta quinta-feira, 2, pela Secretaria Especial de Políti cas para as Mulheres do governo federal.

O estudo foi feito em parceria com o IBGE, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O trabalho, desenvolvido pelo Grupo de Trabalho da Crise e criado no âmbito do Observatório Brasil da Igualdade de Gêner o, se baseia em indicadores do Cadastro Geral de Empregados e Desem pregados, do Ministério do Trabalho (Caged), da Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PM E/IBGE) e da Pesquisa de Emprego e Desemprego, do Departamento I ntersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (PED/Dieese-Seade).

As taxas de desemprego femininas são normalmente ma is elevadas que as masculinas.

No contexto de crise, porém, o e studo mostra que as taxas de desemprego masculinas tendem a crescer mais.

De setembro de 2008 a abril de 2009, o crescimento do desemprego foi de 24% entre os homens e de 11,2% entre as mulh eres (21,3% brancas e 4,1% negras).

A razão é simples: os setores mais atingidos pela crise foram a indústria da transformação e a c onstrução civil, que tradicionalmente empregam mais homens.

Outra justificativa para a menor elevação na taxa d e desemprego entre as mulheres é o fato de elas terem se retirad o do mercado de trabalho - muitas trabalhadoras perderam seus posto s de trabalho e desistiram de procurar emprego, ficando de fora das estatísticas.

Em situações de perda de emprego ou ocupação no nú cleo familiar, há maior probabilidade de que mulheres retornem às suas casas e se responsabilizem pelas atividades domésticas do que homens, seja pelo fato de que trabalhavam em pequenos empreendim entos familiares que não sobreviveram à crise, seja porqu e a perda de rendimento familiar impossibilitou a manutenção de uma trabalhadora doméstica, analisa o estudo.

(Fonte: O Estado de São Paulo)

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