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Maia reafirma votação da reforma da Previdência em fevereiro; centrais sindicais pedem adiamento para 2019

08/02/2018

 

 

Após reunir-se na residência oficial com representantes de cinco centrais sindicais, que reivindicam a retirada de pauta da matéria, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reafirmou que a ideia é manter o calendário acordado com o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e com o relator da matéria, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). Segudnoe ele, a a data mais provável para a votação da reforma da Previdência em Plenário é 20 de fevereiro.

A sugestão dos representantes da UGT, CUT, Força Sindical, Nova Central e CSB ao presidente da Câmara dos Deputados foi de que a votação da reforma fique para 2019. Eles argumentam que o governo não tem votos e nem legitimidade para aprovar uma reforma da Previdência. 

“Eu acho bom manter a data do dia 20, para que os esforços que estão sendo construídos tenham sucesso. Toda vez que adia a data, em vez de estar gerando pressão para conquista de votos, atrasa a mobilização”, disse Maria.  “Então vamos manter a data, para garantir a mobilização e encerrar esse assunto dia 20, dia 21,22 ou, no limite, dia 28”, completou

Maia, no entanto, admitiu aos sindicalistas que não pautará a reforma da Previdência sem voto. "Vamos trabalhar para ter voto, acho que o Brasil precisa da reforma da Previdência, o Brasil precisa que a gente tenha sistema previdenciário igual, do serviço público e do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social]”, finalizou.

Posição da UGT

 

A posição dos representantes da UGT foi no sentido em que o governo deveria inserir na reforma um artigo obrigando os empresários a recolherem os valores das contribuições tanto dos trabalhadores quanto a parte dos empregadores. Pois, segundo os dirigentes, existe o entendimento que o problema é má gestão. Principalmente em relação à divida dos Municípios, Estado, Bancos, Empreiteiras e Clubes de Futebol que, segundo levantamento apontado pela Procuradoria Geral da Previdência, constam como os maiores devedores da Previdência. Sendo que o governo sempre isenta suas dívidas por meio do Refis. 

 

(Fonte: com informações da Agência Câmara e Portal UGT)

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