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Centrais Sindicais decidem fazer 1º de Maio em Curitiba solidário a Lula

15/04/2018

As Centrais Sindicais decidiram comemorar o Dia Internacional do Trabalho, celebrado no 1º de maio, em Curitiba - onde o ex-presidente Lula está preso desde o dia 07 de abril. A realização do ato unificado foi aprovada na quarta (11/04), durante encontro entre representantes da CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB e Intersindical. Na próxima quarta (18/04), às 14 horas, os dirigentes das Centrais se reunirão na sede do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.


Em reuenião anterior, ficou acertado, pelos sindicalistas, que as Centrais SIndicais farão, pela manhã, os atos que estavam previamente organizados por cada Central. À tarde, irão até o Paraná, onde a mobilização terá a presença das lideranças sindicais, dos movimentos sociais e representantes de entidades nacionais e internacionais.

A ideia é fazer uma manifestação de solidariedade, denúncia internacional e apresentação de uma pauta conjunta de reivindicações. O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), disse à Agência Sindical, que o protesto lembrará as lutas sindicais do ex-presidente.

"Fazer o ato em Curitiba é mostrar que o movimento sindical acha que o julgamento de Lula foi injusto. No 1º de Maio, é importante valorizar um sindicalista que chegou à Presidência e foi capaz de unificar o País em torno de questões como a distribuição de renda e mudanças sociais que permitiram retirar milhares de famílias da pobreza", destaca Juruna.

Histórica - Segundo o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, além da solidariedade, o ato também vai debater as principais reivindicações da classe trabalhadora, combater a proposta de reforma previdenciária do governo e cobrar a revogação da reforma trabalhista.

"Essa é uma decisão histórica. Não me lembro se houve um 1º de Maio com todas as Centrais juntas. Então, há um simbolismo muito grande da unidade do movimento sindical. Acredito que colheremos muitos frutos desse ato unificado em Curitiba", afirma.

Pauta - O presidente da Nova Central/São Paulo, Luiz Gonçalves (Luizinho), ressalta que a pauta de unificada incluirá outras bandeiras trabalhistas, como crescimento econômico, desenvolvimento industrial e combate à privatização do sistema elétrico.

"Esse é um momento único. Estaremos com nossas bandeiras de lutas. Todas as Centrais unidas. Vamos lembrar que a Constituição completa 30 anos de sua promulgação, mas vem sendo rasgada pelo governo Temer. Esse ato unificado demonstra que o movimento sindical se fortalece. Que é preciso união, se quisermos combater as reformas e ataques do governo", diz.


Fonte: Agência Sindical