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MPT alerta: nem todo acordo é bom para você

11/05/2018

 

 

“Vamos ter que nos reiventar. Incito todos os presentes a manterem a luta pela preservação dos direitos sociais e, principalmente, pela manutenção do direito sindical coletivo do trabalho, ramo mais atingido na reforma trabalhista”, convocou o Procurador-Geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, diante das alterações legislativas que afetaram as entidades sindicais.  O  coordenador nabional da Promoção da Liberdade SIndical (Conalis) do MPT, João Hilário, afirmou que "o enfrentamento plural dos problemas que nós temos no universo do mundo do trabalho deve ser feito por meio do necessário diálogo social, envolvendo o Estado, as entidades sindicais patronais e obreiras: essa é a ideia do Maio Lilás, um movimento nascido no MPT que busca parceiros para realizar atividades que promovam a liberdade sindical”.

Acompanhados pelo o ministro do Trabalho Helton Yomura, a vice-presidente da Associação Nacional do Procuradores do Trabalho, Ana Cláudia Bandeira Monteiro, a vice-coordenadora nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho (Conafret) do MPT, Vanessa Patriota, eles participaram do lançamento da campanha Maio Lilás, em sete de maio, na Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília. O movimento que visa conscientizar a sociedade da importância da promoção da liberdade sindical, o seminário, mais do que oportuno após a vigência da nova Legislação Trabalhista. Em pauta, os desafios das entidades sindicais no cenário pós-reforma trabalhista.

Na oportunidade, foi distribuída a revista MPT Em Quadrinhos nº 34, com o título “Sindicatos”, e foi lançado o site www.reformadaclt.com.br, que traz esclarecimentos acerca das mudanças profundas provocadas pela reforma. Também foram exibidos dois vídeos virais que alertam:  "Seus direitos têm valor. Nem todo acordo é bom para você". A página possui ainda um canal interativo, o “Pergunte aqui”. A campanha de mídia contará com spots para rádio.

 

Além de compor o site, o material será veiculado nas redes sociais, a exemplo do Instagram @mptrabalho, que também teve sua estreia durante o evento. “É toda uma campanha que se desenvolverá ao longo do ano, com o objetivo de buscar a aplicação da lei conforme interpretação da Constituição, de modo a evitar retrocesso social e para garantir os direitos trabalhistas conquistados ao longo de décadas”, explica a vice-coordenadora nacional da Conafret, do MPT, Vanessa Patriota.

A titular da Conalis do MPT no DF, Ana Cristina D. B. F. Tostes Ribeiro, presidiu a mesa-redonda, que teve participação do vice-PGT Luiz Eduardo Bojart, além do representante da Conalis do MPT no Ceará, Francisco Gerson Marques de Lima, do presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Antônio Fernandes dos Santos Neto, o secretário nacional de assuntos jurídicos da CUT, Valeir Ertle, entre os expositores.

Diversos representantes de entidades sindicais e associações prestigiaram o evento, como: a diretora de Cidadania e Direitos Humanos da Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas, Luciana Conforti, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, José Calixto Ramos, a diretora de relações institucionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio, Sheila Tussi. Também estiveram presentes representantes de sindicatos patronais. Na sequência, uma exposição  de fotos homenageou o movimento sindical no Brasil (confera aqui),

Saiba mais:

 

Site da reforma - A proposta do site www.reformadaclt.com.br é informar a sociedade sobre os reais impactos da reforma trabalhista nas relações de trabalho e o cotidiano dos trabalhadores brasileiros, bem como demonstrar quais direitos não foram alterados, alertando os empregadores para que mantenham as relações e o ambiente de trabalho saudáveis e produtivos.

 

Maio Lilás - A cor lilás é uma homenagem às 129 mulheres trabalhadoras, que foram trancadas e queimadas vivas em um incêndio criminoso numa fábrica de tecidos, em Nova Iorque (EUA), em 8 de março de 1857, por reivindicarem um salário justo e redução da jornada de trabalho. No momento do incêndio, era confeccionado um tecido de cor lilás.

 

(Fonte: Portal Ministério Público do Trabalho)