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Centrais sindicais lançam agenda prioritária da Classe Trabalhadora

05/06/2018

Com o título “Democracia, Soberania e Desenvolvimento com Justiça Social: Trabalho e Emprego no Brasil”, a UGT, CUT, Força Sindical, Intersindical, CTB, CSB e NCST Nova Central lançaram o Manifesto das Centrais Sindicais. O documento será levado ao Congresso Nacional, no dia 13 de junho, entregue nas mãos dos candidatos à Presidência da República e distribuído para 11 milhões de trabalhadores no território nacional.

“A desagregação só nos traz prejuízos”, justificou o presidente da UGT, Ricardo Patah. Para ele, a mobilização conjuntas das centrais sindicais gera maior visibilidade e força na mobilização dos trabalhadores.

Com 22 propostas, a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora pretende à criação de políticas, programas e ações imediatas para enfrentar o desemprego e o subemprego crescentes. Espera, assim, inserir no mercado de trabalho formal 28 milhões de trabalhadores. Também, fortalecer a representação sindical e garantir o direito da diversidade no mundo laboral.

“Os trabalhadores criaram o sindicalismo para serem protagonistas do próprio futuro. Nossa luta, no Brasil e neste momento histórico, é recolocar o País na trajetória do desenvolvimento, com geração de emprego de qualidade, crescimento dos salários, combate à informalidade, à precarização e à insegurança no trabalho e promover a proteção social e trabalhista para todos.

Lutamos para que a liberdade, a democracia e a soberania sejam, cada vez mais, fundamentos do projeto de Nação a ser implementado no Brasil. As Centrais Sindicais consideram as eleições livres e democráticas em 2018 primordiais para a construção de compromissos com a futura agenda de desenvolvimento do País, para a qual o mundo do trabalho deve ter centralidade estratégica.

As Centrais Sindicais, de forma unitária, destacam da Agenda da Classe Trabalhadora uma pauta prioritária e a apresentam visando ao diálogo construtivo de projetos voltados para o bem comum e o interesse geral da sociedade, com a finalidade de consolidar compromissos com transformações capazes de alçar o País à condição de nação desenvolvida.  

Sabemos que o caminho é longo e difícil. Mas a nossa história também é marcada por lutas extensas e árduas. As adversidades do presente e as incertezas do futuro não devem provocar a interdição do debate e do diálogo ou produzir intolerância, pois nessa situação podemos ser conduzidos a tragédias econômicas, sociais e políticas, contexto no qual todos perdem.

Milhões de brasileiras e brasileiros esperam que nossas instituições sejam capazes de, politicamente, construir entendimentos para a retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento social. Por isso, afirmamos, com essa Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora, nossa intenção de mobilizar os trabalhadores para seu protagonismo propositivo, olhando para o futuro, enfrentando os desafios, com a responsabilidade compartilhada de construir um projeto de País e de Nação.”

São Paulo, 06 de junho de 2018.

Antonio Fernandes dos Santos Neto Presidente da CSB

Adilson Gonçalves de Araújo Presidente da CTB

Vagner Freitas Presidente da CUT

Paulo Pereira da Silva Presidente da Força Sindical

Edson Carneiro Índio Presidente da Intersindical

José Calixto Ramos Presidente da NCST

Ricardo Patah Presidente da UGT

Confira a íntegra do documento no link:

http://www.ugt.org.br/upload/docs/Agenda_Prioritaria_da_Classe_Trabalhadora_2018_pages_deleted_2.pdf