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Prefeitura intensifica vacinação contra febre amarela

02/07/2018

A partir desta segunda-feira (2) a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), manterá a intensificação da vacinação contra a febre amarela em todas as 466 unidades básicas de saúde (UBS) da cidade. O objetivo é incentivar a procura por parte do público que não tomou a dose durante o período de campanha.


Até quinta-feira (28), 6,6 milhões de pessoas procuraram as unidades da cidade para receber a vacina que protege contra febre amarela, o que representa cobertura de 57%. O número está abaixo da meta de vacinar 95% do público-alvo, avaliado como o ideal pela SMS. 

O alerta para a chegada do vírus no município aconteceu em outubro do ano passado, com a confirmação da primeira epizootia (morte de primata não-humano). Desde então, 160 óbitos de macacos foram confirmados no município, sendo a última ocorrência de um bugio encontrado no início de junho no distrito administrativo de Parelheiros, na Zona Sul, o que reforça que o vírus continua em circulação na capital paulista, mesmo no período do inverno, quando ocorre menor atividade do vetor (mosquito).

“Tivemos uma grande corrida aos postos de vacinação nos primeiros meses da campanha, mas essa procura caiu de forma significativa nos últimos meses, o que é motivo de muita preocupação. A febre amarela continua vitimando os nossos sentinelas. Desde o final de maio, morreram mais quatro macacos infectados pela doença. Temos que ficar alertas, pois o vírus segue em circulação. Então, é fundamental que aqueles que não se vacinaram ainda procurem nossas unidades para se protegerem para quando verão chegar, período em que ocorre maior risco de transmissão da doença”, enfatiza o secretário municipal da saúde, Wilson Pollara. 

Óbitos

Até o momento, foram confirmados 13 casos autóctones (contraídos no município) da doença, dos quais seis resultaram em óbito. No entanto, a maioria dos casos de febre amarela em nossos residentes ocorreu em pessoas que foram viajar para outros municípios, inclusive próximos a São Paulo.

 

Foram registrados 28 casos importados da doença (moradores de São Paulo que a contraíram ao visitar áreas com risco de febre amarela) no ano passado e 107 casos importados em 2018. É importante lembrar que a vacinação deve ocorrer com pelo menos dez dias antes de se deslocarem para as áreas de risco.

Para receber a vacina na capital é preciso levar documento de identificação e, se possível, carteira de vacinação e cartão SUS. Para saber qual a unidade básica de saúde de referência de seu endereço, basta consultar o Busca Saúde (http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/).

 

É importante lembrar que a vacina contra a febre amarela não é indicada para crianças menores de nove meses de idade, gestantes, mulheres amamentando crianças com até seis meses e pacientes com imunodepressão de qualquer natureza, como neoplasia (câncer), HIV, tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores) e pessoas submetidas a transplante de órgãos. Em caso de dúvida, é importante consultar a equipe de saúde da UBS ou seu médico antes de se vacinar.

(Fonte: Portal Prefeitura de São Paulo)