SIEMACO-SP avança no combate à função “cachimbo” e Constroeste promove trabalhadores com criação de cargo formal

 SIEMACO-SP avança no combate à função “cachimbo” e Constroeste promove trabalhadores com criação de cargo formal

Constroeste criou o cargo de orientador trainee e promoveu nove trabalhadores. Fotos: Alexandre de Paulo/SIEMACO-SP

O SIEMACO-SP segue avançando na valorização dos trabalhadores da limpeza urbana ao garantir, na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o enfrentamento e a eliminação da prática conhecida como “cachimbo”, função informal, sem reconhecimento legal e historicamente presente nas garagens do setor. A medida começa a se consolidar na prática, com empresas adequando suas estruturas, como é o caso da Constroeste, que criou o cargo de orientador trainee e promoveu nove trabalhadores.

No cotidiano da limpeza urbana, o cachimbo era o trabalhador que exercia atividades de orientação, organização e liderança sem enquadramento formal, sem descrição de função e sem remuneração compatível, configurando desvio de função. A prática passou a ser combatida de forma objetiva pelo sindicato, que inseriu na CCT mecanismos para coibir esse tipo de irregularidade e garantir a formalização das atribuições.

A Constroeste promoveu uma reorganização interna para atender às diretrizes estabelecidas na Convenção. Segundo o gerente operacional da empresa, João Paulo Sales de Paula, a mudança contribui para a valorização profissional e para a melhoria do serviço.
“A ideia é valorizar a mão de obra que a gente já tem e criar um plano de carreira, pois já identificamos algumas lideranças junto às equipes. Com isso, para melhorar a qualidade e produtividade do serviço, a gente está reconhecendo, treinando e colocando esses trabalhadores na linha de frente, agora como orientadores trainee, promovendo ajudantes e varredores, sempre buscando que o ambiente e o trabalho tenham cada vez mais qualidade”, afirmou.

Entre os promovidos está Elisângela Barreto Oliveira, 48 anos, que atua na região de Santo Amaro. Com experiência acumulada na limpeza urbana, ela destaca que o reconhecimento formal muda a dinâmica no ambiente de trabalho.
“Quando a função é reconhecida, o respeito aumenta e o trabalho flui melhor. A gente organiza a equipe, os caminhões, as ferramentas e planeja as atividades, sempre buscando mais eficiência e qualidade”, relatou.

Para a diretora da subsede Santo Amaro do SIEMACO-SP, Daniela Sousa, o avanço é resultado direto da atuação sindical. “O sindicato levou essa pauta para a CCT porque sabíamos que essa prática existia e precisava ser enfrentada. Estabelecemos que o cachimbo deveria ser combatido e substituído por funções formalizadas, com treinamento e reconhecimento. Quando as empresas se adequam, quem ganha é o trabalhador e a qualidade do serviço”, afirmou.

O sindicato acompanha a implementação da CCT e reforça que a formalização das funções, o respeito às atribuições e a valorização profissional seguem como prioridades da entidade, fortalecendo direitos e melhorando as condições de trabalho na limpeza urbana.

Por Alexandre de Paulo (Mtb 53112/SP), texto e fotos