Tensões externas podem afetar empregos e serviços essenciais, alerta o SIEMACO SÃO PAULO

 Tensões externas podem afetar empregos e serviços essenciais, alerta o SIEMACO SÃO PAULO

Fotografia mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, assistindo à operação militar na Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026; à direita está o diretor da CIA, John Ratcliffe e, à direita, está o Secretário de estado Marco Rubio • Reprodução/Truth Social

Por Murilo Raggio – MTB 89.260/SP

A recente crise internacional envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela, embora concentrada no campo diplomático e geopolítico, produz efeitos que vão além das relações entre governos. Para o presidente do SIEMACO São Paulo, André Santos Filho, o episódio ajuda a evidenciar como decisões tomadas no plano global podem impactar, de forma indireta, setores essenciais que sustentam o funcionamento das cidades brasileiras.

Segundo o dirigente, áreas como limpeza urbana, asseio e conservação, manejo de áreas verdes e controle de pragas dependem de estabilidade econômica e institucional para manter contratos, investimentos e empregos. “Esses serviços não aparecem no centro do debate internacional, mas são altamente sensíveis a qualquer cenário de incerteza. Quando há instabilidade, o primeiro movimento costuma ser a contenção de gastos”, afirma.

André Santos Filho ressalta que o risco não está apenas em cortes imediatos, mas em um processo gradual de pressão sobre o setor. Revisões contratuais, adiamento de reajustes e redução de investimentos públicos e privados tendem a afetar diretamente quem atua na linha de frente da saúde urbana. “São trabalhadores que garantem saneamento, prevenção de doenças e qualidade ambiental. Qualquer fragilização desses serviços tem impacto social amplo”, observa.

Para o presidente do SIEMACO SP, o momento reforça a importância de o Brasil buscar previsibilidade no cenário internacional e, internamente, proteger políticas públicas voltadas aos serviços essenciais. “A defesa do diálogo e da estabilidade não é abstrata. Ela se traduz em empregos preservados, cidades funcionando e dignidade para quem mantém o cotidiano urbano”, conclui.

Na avaliação do sindicato, acompanhar os desdobramentos internacionais é fundamental para antecipar riscos e reforçar a necessidade de políticas que blindem os trabalhadores de efeitos externos sobre os serviços que não podem ser interrompidos.

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