SIEMACO-SP recebe comitiva norte-americana e reforça atuação global

 SIEMACO-SP recebe comitiva norte-americana e reforça atuação global

Se as grandes empresas atuam de forma globalizada, o movimento sindical precisa seguir o mesmo caminho. Com essa visão, o SIEMACO São Paulo recebeu, na última quinta-feira (25), representantes da Service Employees International Union (SEIU), entidade que atua nos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico, e da Public Services International (PSI), em sua sede na região central da capital.

A comitiva foi recebida pelo presidente do SIEMACO-SP, André Santos Filho, e pelo diretor tesoureiro, Moacyr Pereira. Com uma agenda apertada, que exigiu sua saída logo após as boas-vindas, André fez questão de destacar o peso político da visita. “Manter as portas abertas para o mundo e afinar as estratégias com grandes referências internacionais é o que garante a defesa firme da nossa categoria no dia a dia”, resume o presidente sobre a importância de estreitar laços.

Com os trabalhos em andamento, Moacyr Pereira, que também preside a CONASCON, conduziu uma conversa de resgate histórico ao lado de Joe Simoes, coordenador sênior de Programas Globais da SEIU. Há cerca de dez anos, os dois debatiam formas de modernizar a estrutura sindical, uma semente de reorganização que foi plantada, adaptada e colhida pelo SIEMACO-SP.

A lógica de Moacyr é direta e valoriza o esforço coletivo das equipes. “Se as empresas cruzam fronteiras e operam globalmente, o sindicalismo tem a obrigação de ser global também para equilibrar essa balança”, costuma dizer o diretor, reforçando que a internacionalização é um dos caminhos para o futuro do movimento sindical.

A evolução prática desse planejamento chamou a atenção dos visitantes. “É inspirador voltar a São Paulo e ver como a ideia de reorganização desenhada há uma década não só saiu do papel, mas ganhou contornos próprios com extrema competência”, avalia Joe Simoes, para quem o trabalho brasileiro demonstra a vitalidade da troca de experiências entre sindicatos ao redor do mundo.

Um dos indicadores que ajudam a explicar esse resultado é a taxa de filiação do SIEMACO-SP, hoje na casa dos 50% dos trabalhadores representados. O número reflete a confiança da categoria em um sindicato que ampliou sua presença nos locais de trabalho, pensa grande, atua em equipe e mantém diálogo permanente com a base.

Para mostrar como essa organização acontece no dia a dia, a diretora do SIEMACO-SP, Silvana Souza, apresentou os resultados da recente fase de regionalização do sindicato e detalhou o Projeto Semáforo. A ferramenta funciona de forma visual, simples e inteligente, mapeando bases de trabalho, garagens e empresas com as cores verde, amarelo e vermelho. O método permite à diretoria identificar onde a relação com a empresa flui em paz, onde é preciso acender o alerta e quais locais exigem uma atuação urgente do sindicato.

Moacyr explica os resultados do Projeto Semáforo, além da nova fase de regionalização das equipes de base.

Esse pé na realidade é uma das marcas da direção paulista. A reunião evidenciou isso com a presença do diretor Elmo Nicácio, o Lagoa. Com trajetória iniciada na coleta da Limpeza Urbana, ele é hoje um dos maiores e mais respeitados representantes da categoria no país, lembrando que as grandes estratégias só funcionam quando mantêm conexão com o asfalto.

Para enriquecer o debate e fortalecer a sintonia do grupo, o encontro contou também com as participações da diretora de Comunicação da SEIU, Cynthia Kain, do pesquisador da SEIU HCIL, Pedro Bertoto, e do coordenador de Fortalecimento Sindical da PSI, Gustavo Monteiro.

A visita reforçou a importância da cooperação internacional entre entidades que enfrentam desafios semelhantes em diferentes países. Ao costurar a visão ampla da SEIU com o trabalho diário nas garagens, empresas e bases de São Paulo, o SIEMACO-SP mostra que a defesa da categoria também se fortalece quando o sindicato olha para o mundo sem tirar os pés da realidade dos trabalhadores.