Novo salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor; categorias representadas pelo SIEMACO-SP têm reajustes superiores

 Novo salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor; categorias representadas pelo SIEMACO-SP têm reajustes superiores

O novo salário mínimo nacional (R$ 1.621,00) começou a ser pago nesta segunda-feira (2), com reajuste de 6,79% (R$ 103) oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O valor impacta 61,9 milhões de brasileiros e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026, segundo o Dieese. Diferentemente, trabalhadores do asseio e conservação, limpeza urbana, áreas verdes, controle de pragas etc, representados pelo SIEMACO-SP, garantiram, via negociações coletivas, pisos a partir de R$ 1.837,40 e aumentos de até 7%, acima do índice federal.

O cálculo soma inflação pelo INPC (4,18%) ao crescimento do PIB (3,4%), limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal – resultando em R$ 54,04 diários e R$ 7,37 por hora trabalhada. Aposentados do INSS recebem desde 26 de janeiro; benefícios como seguro-desemprego têm piso de R$ 1.621, e salário-família, R$ 67,54 por filho para rendas até R$ 1.980,38.​

Contribuições ao INSS para CLT variam de 7,5% (até R$ 1.621) a 14% (até teto de R$ 8.475,55); MEI pagam R$ 81,05. O reajuste eleva em R$ 39,1 bilhões os gastos da Previdência.​

Categorias do SIEMACO-SP têm pisos superiores

Diferentemente do mínimo nacional, as categorias representadas pelo SIEMACO-SP – asseio e conservação, limpeza urbana, áreas vedes, controle de pragss etc – têm pisos salariais próprios, definidos em convenções coletivas de trabalho (CCT), negociadas anualmente.

No asseio e conservação, o dissídio com o SEAC-SP garantiu 7% de reajuste nos pisos (R$ 1.837,40 para auxiliar de limpeza, por exemplo) e 5% nos benefícios, acima dos 6,79% federais, com vigência desde janeiro.

Na limpeza urbana, a negociação com o sindicato patronal Selur fechou CCT 2025/2026 após assembleias e cinco rodadas de negociação, com 6% nos salários e 7% nos benefícios – incluindo extensão de insalubridade em grau mínimo para manutenção. Pisos como varredor (R$ 2.200+) e coletor superam o nacional, mais cesta básica ampliada, PPR e plano de saúde.

Essas conquistas coletivas, fruto da mobilização sindical na base, preservam poder de compra e direitos setoriais, independentemente do piso federal.

Por Alexandre de Paulo (MTb 53.112/SP), com informações da Agência Brasil; Foto: Marcelo Camargo/ABr