SIEMACO-SP promove treinamento para fortalecer trabalho de base com participação de sindicato internacional
O SIEMACO São Paulo realizou, nesta quarta-feira (19), um treinamento para preparar os assessores para a nova estratégia de trabalho de base do sindicato. A mudança reorganiza a atuação das sete equipes por regiões da cidade, substituindo o modelo anterior, que dividia os profissionais de acordo com os setores econômicos atendidos.
Até então, as equipes eram organizadas por áreas como comércio; transportes; educação, esporte e lazer; saúde; órgãos públicos e praças; condomínios; e áreas verdes. Com a regionalização, o objetivo é aproximar ainda mais o sindicato dos trabalhadores e considerar as características e necessidades de cada região.
Para André Santos Filho, presidente do SIEMACO-SP, a mudança vai além da reorganização das equipes. É preciso adequar a atuação do sindicato à realidade encontrada em cada região e às especificidades dos trabalhadores.
“Todo mudança gera dúvidas no início, e nosso papel é preparar as equipes para que essa transição aconteça da melhor forma possível, sempre com a preocupação de manter a qualidade do atendimento aos trabalhadores. Temos uma das maiores taxas de filiação do Brasil, pois planejamos muito nosso trabalho de base”, explica o dirigente.
Foi justamente para preparar os profissionais para essa nova dinâmica que o treinamento foi realizado. Na manhã desta quarta-feira (19), Moacyr Pereira, tesoureiro do SIEMACO-SP e coordenador do projeto Semáforo, conduziu a atividade com os novos assessores.
Além de esclarecer dúvidas, o encontro serviu para discutir as primeiras experiências das equipes com o modelo regionalizado, identificar dificuldades e avaliar ajustes necessários para que a nova estratégia funcione na prática.
“Esse momento é importante para ouvir quem está na ponta, entender as dúvidas e as dificuldades que estão surgindo e buscar soluções. A mudança precisa ser construída com as equipes, para que os ajustes necessários sejam feitos e o trabalho de base possa avançar de forma cada vez mais efetiva”, afirma Moacyr.





Troca de experiências amplia formação das equipes
A formação também contou com a participação da Service Employees International Union (SEIU), entidade sindical que atua nos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico e representa cerca de 2 milhões de trabalhadores. A entidade mantém uma parceria de intercâmbio e cooperação com o SIEMACO-SP.
Joe Simoes, coordenador sênior de Programas Globais da SEIU, iniciou o trabalho com as equipes do SIEMACO-SP. A primeira atividade reuniu assessores ligados às equipes dos diretores Elmo Nicácio (Lagoa), Maria Aparecida Silva e Roberval dos Santos (Soldado). A troca de experiências parte de uma realidade cada vez mais presente no mundo do trabalho: empresas do setor de Asseio e Conservação atuam em diferentes países, enquanto problemas enfrentados pelos trabalhadores podem atravessar fronteiras. Para Simoes, o movimento sindical precisa acompanhar essa dinâmica. “As empresas são globais e os problemas que os trabalhadores enfrentam também podem ser globais. Uma decisão tomada por uma multinacional em um país pode ter impacto em outro. Por isso, é importante que os sindicatos compartilhem experiências e estratégias para entender como essas questões chegam à realidade de cada trabalhador e de cada região.”





Para Elmo Nicácio, a experiência internacional amplia o olhar das equipes sem afastá-las da realidade encontrada no trabalho de base. “Esse diálogo é muito importante porque nos permite conhecer outras formas de organização e, ao mesmo tempo, apresentar a nossa experiência. O que aprendemos aqui precisa fazer sentido para o trabalhador que está na ponta, dentro da empresa”, afirma o diretor.
Maria Aparecida Silva destaca que a aproximação entre diferentes experiências sindicais contribui para aperfeiçoar o trabalho desenvolvido pelo SIEMACO-SP. “A troca mostra que muitos desafios se repetem em diferentes lugares, mesmo que cada realidade tenha suas particularidades. É uma oportunidade de aprender, comparar experiências e levar esse conhecimento para o nosso trabalho com os trabalhadores”, afirma.
Para Roberval, conhecer experiências internacionais também ajuda a compreender movimentos que chegam às bases brasileiras. “Quando ouvimos quem trabalha em outros países, conseguimos enxergar problemas que, às vezes, parecem locais, mas fazem parte de uma realidade muito maior. Essa experiência internacional ajuda a gente a pensar em novas formas de atuação e organização”, afirma.
O intercâmbio dá continuidade a uma relação construída há anos entre as duas entidades. Joe Simoes já participou de diferentes iniciativas de formação e organização sindical junto ao SIEMACO-SP, incluindo programas voltados ao fortalecimento da atuação nos locais de trabalho.
A nova rodada de atividades integra essa experiência internacional à estratégia de regionalização do sindicato, aproximando referências de organização sindical das situações encontradas diariamente pelas equipes nas diferentes regiões de São Paulo.
Por Fábio Lopes (MTb 81.800/SP) — Fotos: Alexandre de Paulo (MTb 53112/SP)