SIEMACO-SP acompanha gari atacado por pitbull e reforça responsabilidade dos tutores

 SIEMACO-SP acompanha gari atacado por pitbull e reforça responsabilidade dos tutores

O SIEMACO São Paulo visitou, na manhã desta quinta-feira (05), o gari Anderson Vasconcelos, 29 anos, para acompanhar sua recuperação após ter sido atacado por um pitbull durante a coleta de resíduos. O coordenador da subsede do sindicato, João Lourenço, foi até o trabalhador com o objetivo ouvi-lo e entender as circunstâncias do caso, reforçando o alerta sobre cuidados básicos que podem evitar acidentes graves.

Com oito anos de experiência na coleta, Anderson contou que já viveu inúmeras situações com cães soltos nas ruas, mas nunca havia sido ferido. Ele recorda com clareza o momento em que tudo aconteceu. “Foi muito rápido. A criança abriu o portão e o cachorro simplesmente fugiu. Ele veio direto para cima da equipe. Foi por pouco que ele não avançou no pescoço do meu colega, poderia ter sido muito pior. A gente está acostumado a lidar com cães correndo atrás da gente, mas não com uma situação dessa”, afirmou.

O trabalhador relatou que tentou defender o companheiro de trabalho quando o animal mudou de direção e o atingiu. “Meu impulso foi proteger meu amigo. Quando fui afastar o cachorro, ele virou e mordeu minha mão. Perdi parte da ponta do dedo e meus braços ainda estão muito inchados. Foi um tremendo susto, uma dor física e emocional que eu não desejo a ninguém.”

“Não” à mensagens de ódio!

Afastado temporariamente, Anderson conta que tem acompanhado a repercussão do caso nas redes sociais e na página do sindicato. “Eu agradeço demais as mensagens de apoio, isso tem me dado força. Mas eu não concordo com as mensagens de ódio contra o cachorro. O animal não tem culpa. Quem falhou foi o tutor. A responsabilidade é sempre de quem deveria cuidar e garantir que o portão estivesse fechado”, disse o coletor.

Ele também deixa um apelo à população: “Se cada pessoa fizer o básico (manter o portão fechado, revisar as travas, cuidar da segurança) situações como a que eu vivi podem ser evitadas. Cães de grande porte devem estar sempre na coleira, com focinheira e sob supervisão constante dos tutores. Isso é questão de consciência e de responsabilidade com a vida do próximo.”

Para João Lourenço, o episódio expõe um problema frequente enfrentado por trabalhadores da Limpeza Urbana. “Não se trata de fatalidade, mas de prevenção. Um portão aberto, uma trava mal ajustada e um trabalhador acaba ferido e traumatizado. Visitamos o Anderson para prestar apoio e reforçar que nossa categoria precisa de proteção. O mínimo que a população deve fazer é garantir segurança no próprio quintal”, alertou o assessor do sindicato.

O SIEMACO-SP afirmou que seguirá acompanhando a recuperação de Anderson e intensificando ações de conscientização para evitar novos casos. A defesa da segurança dos profissionais da Limpeza Urbana permanece como prioridade permanente do sindicato.

Por Fabiano Polayna (MTb 48.458/SP) – Fotos: Murilo Raggio (MTb 89.260/SP)