SIEMACO-SP promove diálogo com trabalhadoras da CPLU sobre violência contra a mulher
Na tarde desta quinta-feira (12), o SIEMACO São Paulo esteve na garagem da Companhia Paulista de Limpeza Urbana (CPLU), no bairro do Ipiranga, para um encontro especial com as trabalhadoras da empresa, que é responsável pela varrição de parte da região da Zona Sul da capital. A atividade integrou as ações do sindicato durante o mês de março, período marcado pelas mobilizações em torno do Mês da Mulher.
A conversa foi conduzida pela secretária-geral do SIEMACO São Paulo, Márcia Adão, e pelas diretoras Daniela Sousa e Maria Aparecida Silva, que dialogaram diretamente com as trabalhadoras sobre direitos das mulheres, combate ao assédio e à violência, além de apresentar os principais canais de denúncia disponíveis para quem precisa de ajuda. O diretor Elmo Nicácio (Lagoa) também esteve presente na atividade, reforçando o compromisso do sindicato com a valorização da categoria e com a defesa das trabalhadoras da Limpeza Urbana.
Durante o encontro, também foram discutidos sinais de alerta em relacionamentos abusivos, conhecidos como “bandeiras vermelhas”, muitas vezes difíceis de perceber no início. As dirigentes destacaram que identificar esses comportamentos é um passo importante para que as mulheres possam buscar apoio e proteção.
Para Márcia Adão, divulgar os canais de denúncia é essencial para garantir que nenhuma mulher se sinta sem apoio. “Muitas vezes a mulher passa por situações difíceis e não sabe a quem recorrer. Por isso é fundamental divulgar canais como o 180, que funciona 24 horas e oferece orientação e encaminhamento para casos de violência. Informação salva vidas e ajuda as mulheres a romperem o silêncio.”
A diretora Daniela destacou que a proteção às trabalhadoras também está garantida nas conquistas da categoria. “A nossa Convenção Coletiva tem cláusulas claras de combate ao assédio moral e sexual. Isso significa que as trabalhadoras têm direitos garantidos e que o sindicato está ao lado delas para defender cada uma dessas conquistas”, reforçou.





Ouvir e acolher
A atividade também abriu espaço para escuta. Diversas trabalhadoras compartilharam relatos pessoais, falaram sobre experiências vividas e contaram como conseguiram se defender ou buscar ajuda em situações de violência ou abuso, reforçando a importância de criar ambientes seguros de diálogo e acolhimento.
A diretora Maria Silva ressaltou a importância do acolhimento e da solidariedade entre as mulheres. “Quando promovemos encontros como este, estamos criando um espaço de escuta, apoio e orientação. Se alguma trabalhadora perceber que está vivendo uma situação de violência, é importante saber que pode procurar ajuda e que o sindicato também cumpre esse papel social de acolher e orientar”, disse.
Se você se identificou com algum dos abuso destacados nesta matéria, DENUNCIE. Você não está sozinha! Liguei pra 180, ligação anônima.
por Fábio Lopes (MTb 81800/SP) – fotos: Alexandre de Paulo





